Onda boa é a da conscientização

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Nos últimos anos, o surf ganhou muito destaque nacionalmente. Uma geração de jovens de 20 e poucos anos ganhou o mundo e os principais campeonatos. Gabriel Medina e Adriano de Souza se tornaram campeões mundiais. Só em 2016, dez brasileiros participaram da 1ª Divisão do Circuito Mundial, a WSL.

Só por isso, o esporte já merece atenção. Sem falar que o litoral brasileiro é muito grande e apresenta grandes e as mais diversas ondas. Mas sabe quando esse esporte se torna verdadeiramente campeão? Quando ele transforma o mundo. É, isso mesmo. O surf tem um papel transformador.

Nossa colega Nayla Patrizzi, Analista Acadêmica da DeVry | Ruy Barbosa e Bióloga Marinha, tem o surf como uma paixão: “Sempre gostei de praticar esportes. Quando pequena, praticava ginástica olímpica e vôlei, me arrisquei até no futevôlei quando morava em Santos. Mas o surfe sempre foi minha paixão, acredito que seja pelo fato de ser um esporte dinâmico. Todos os dias o mar está diferente e acredito que isso motiva a mim e a maioria dos surfistas”.

A Nayla participa de um projeto chamado “Transformando vidas através do surf”, desde 2014, junto com o oceanógrafo e “marido”, Mateus de Oliveira Lima, e a fundadora da ONG Portuguesa My Destiny, Carolina Pereira, que tem por objetivo ministrar aulas gratuitas de surfe para crianças e adolescentes de baixa renda.

O projeto é viabilizado pela Escola Patos Surfe Bahia, que ela participa junto com o Mateus, através das mensalidades dos alunos. Os dois não recebem nada por isso. Mas as praias, crianças e jovens agradecem. Além de surfar, os alunos aprendem a respeitar o ambiente. Constantes são os eventos de limpeza das praias, por exemplo. “A My Destiny está sempre nos dando suporte. Tenho reuniões via Skype com ela sempre, pois esse projeto faz parte de um programa deles chamado ‘Learning Journey’, onde eles apoiam projetos como o nosso’, afirma.

“Acreditamos que utilizando o surfe como ferramenta para mudança, podemos transformar a realidade local através dos valores do esporte, promovendo sensibilização ambiental e inclusão social. As mudanças já são percebidas no comportamento das crianças. Elas estão muito mais sociáveis, confiantes, desenvolveram senso crítico e autoestima. Acho que o fato de elas terem aprendido a surfar encoraja a aprenderem outras coisas”. Nayla, que já pequena surfava em pranchas de bodyboard e desde os 15 surfa em prancha de fibra, celebra uma troca para lá de positiva. Escola e Projeto dão aulas. Em troca, “os alunos são responsáveis por iniciar as mudanças de hábitos e uso da praia no local”. Os próprios alunos chegam a dar aulas em data especiais, como o Dia das Crianças.

Infelizmente, no mês de agosto, o Projeto passou por um assalto, perdendo muitos materiais, como pranchas, pé de pato, lycras, entre outros equipamentos. Para voltar ao funcionamento e continuar alcançando mais crianças, uma campanha de crowdfunding foi criada. A campanha foi encerrada, mas todos ainda podem ajudar.

Onda boa é a da conscientização

Quer ajudar, aprender a surfar e dropar essa onda? É só entrar em contato com a Nayla e sua equipe através do e-mail: nayla.bio@gmail.com.

E você, também participa de algum projeto como o da Nayla? Surfa nas horas vagas? Compartilhe suas histórias com a gente.

4 thoughts on “Onda boa é a da conscientização

  1. Muito legal o trabalho da Nay. Quem a conhece não imagina. Quetinha, focada e ligada nas metas do trabalho. Mas é também ligada nos outros e em fazer o bem. Orgulho de ter a Nay no nosso time.

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