Pensar no outro, com açúcar, com afeto

Posted on Posted in Edição 30, Última Edição

Quando a Nadjane Cavalcante da Silva Burkhardt, a Nina Burkhardt, professora de Gastronomia da DeVry | FBV, começou a trabalhar na Adtalem, ela pôde realizar um sonho que guardava há mais de 10 anos: ensinar confeitaria para pessoas deficientes. “A ideia inicial nasceu com umas pinças marcadoras de bolos que ganhei do meu marido e que marca a cobertura do bolo de forma bem tátil. Eu terminava os bolos e ficava passando os dedos nas marcações, com olhos fechados e pensando: Caramba, isso aqui até cegos podem ver. Nascia aí a vontade de ensinar confeitaria para todos, sem nenhuma exceção. Inclusão total”, explica a colega.

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Com isso, surgiu o Açúcar em Todos os Sentidos, projeto que ensina, a cada semestre diferentes turmas nessa arte culinária. A experiência com confeitaria vem de longa data, desde 1995. Tudo para fazer dos momentos com os participantes das turmas. “Todo semestre, vemos um grupo para trabalhar, sejam de deficientes visuais, portadores de Síndrome de Down e, possivelmente, os deficientes auditivos. O tamanho dos grupos varia de acordo com nossos recursos e patrocínio que entra apenas com os ingredientes. O curso é parte da responsabilidade social da faculdade, totalmente gratuito e voluntário”.

É aí que os valores Trabalho em Equipe, Apropriação e Comunidade entram em ação. O sonho da Nina ganhou vida na instituição. “Quando vim ensinar na DeVry | FBV e vi o tamanho da cozinha, com uma estrutura perfeita, equipamentos excelentes e principalmente o apoio da nossa coordenadora do curso de gastronomia, Isabella Jarocki, incentivando alunos e professores a fazerem ações, estudos e projetos, a luz acendeu. Mal terminei de falar sobre o projeto, e Isabella queria no dia seguinte. Nascia finalmente ‘Açúcar em Todos os Sentidos’. Aliás, esse nome foi ideia dela.14

A instituição colabora oferecendo, além da cozinha, alunos, apostilas, certificados e parceiros para o projeto. O que ela dá principalmente é “o apoio emocional e motivador. Prof. Hubert Basques, Isabella Jarocki, Marília Mesquita, estão sempre ao meu lado, perguntando se estou precisando de algo, se podem ajudar em mais alguma coisa. Trabalho de Equipe”.

Esse belo trabalho ainda reserva espaço para boas risadas. “Um dos meus alunos, deficiente visual, o Edvaldo, era a alegria da cozinha, costumava esconder a bengala das outras alunas, contava piadas e, no meio de uma entrevista, ele estava batendo um bolo quando o repórter perguntou se ia ficar bom? Ele respondeu: Oxi, se esse bolo não ficar bom, que eu cegue. O repórter se acabou de rir”.

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Que delícia de história, não é mesmo? O que você achou? Tem um exemplo bacana para dividir com a gente? O espaço é seu.

 

 

 

 

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