Professor Elyr Teixeira é recebido na sede da multinacional Qualcomm nos EUA

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Agraciado com um importante prêmio da área de Inovação, o professor Elyr Teixeira, do Centro Universitário DeVry| UniFBV, foi convidado pela multinacional Qualcomm para ir aos EUA para conhecer a matriz da companhia e conhecer outras empresas e projetos que são referência quando o tema é inovação.

Confira abaixo a entrevista com o professor.

  • Em que período a viagem está acontecendo aos EUA ocorreu?

Elyr Teixeira:  a viagem aconteceu entre os dias 03 até 10/02/2018. Retirando os dias de voo, fiquei uns 3 dias em San Diego e 5 dias em San Francisco. Ambos na Califórnia (EUA).

 

  • O que tem aprendido nesses dias?

Elyr Teixeira:  este tipo de viagem é muito rica, pois proporciona um contato  próximo com instituições, pessoas e tecnologias que de outra forma não seria possível obter. Um exemplo claro foi na matriz da multinacional Qualcomm sobre os chips de 5G que ela desenvolve para nossos aparelhos celulares. Todos sabemos que nossos telefones possuem chips eletrônicos para se comunicar, mas somente na sede da empresa é que você pode ter contato com os engenheiros de teste e perguntar pessoalmente como tem sido o desafio da tecnologia e saber de seus próximos avanços.

 

  • Quais os locais e empresas você pôde visitar?

Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD); Qualcom, Berkely Lab, Hamptom Creek, Acelerador Plug and Play Tech Center (maior aceleradora do mundo), Institute of the Americas; IBM; Ford; Facebook; Andreessen Horowitiz (empresa de Venture Capital).

 

  • Quais inovações/projeto inovadores você teve contato nos EUA?

Elyr Teixeira: Tive contato com pesquisadores e laboratórios que trabalham com: Internet das Coisas; Carros Autônomos; Inteligência Artificial; Comunicação de dados por RF por chips implantados no cérebro, criação de alimentos por modificação de seu DNA; cultura de investidores americanos.

 

  • Como essa viagem contribuirá para o seu desenvolvimento e dos nossos alunos?

Elyr Teixeira:   Um dos meus objetivos foi o avaliar como são feitas as Pesquisas e Desenvolvimento na Califórnia, e como podemos replicar no Brasil. E sim, o caminho ainda é muito longo. Há desafios estruturais na pesquisa e ensino brasileiros para chegarmos ao nível dos americanos. Porém, a diferença do alunato não é da mesma forma. O que quero dizer é que temos tão bons alunos na Centro Universitário DeVry| UniFBV, quanto também existem na Universidade de San Diego ou de qualquer outro lugar. Lá eles possuem mais acesso a informação, infraestrutura e dinheiro. Mas competimos em igualdade na capacidade técnica. Por isso, não é difícil termos resultados muito bons em algumas áreas do conhecimento se as nossas Instituições tiverem bastante foco.

 

  • Quais iniciativas podem ser adotadas no Brasil ou na Adtalem Brasil?

Elyr Teixeira:   Sugeriria investimento em IoT (Internet das Coisas) e Inteligência Artificial, pois os recursos necessários para sermos uma referência estão facilmente ao nosso alcance. No caso de IoT kits de desenvolvimento estão amplamente difundidos no Brasil e temos cursos de engenharia elétrica e de engenharia de controle e automação. Eu mesmo desenvolvo produtos na empresa Senfio, a qual é uma empresa de IoT em PE. Recife é o segundo pólo médico do Brasil e já possui algumas startups de engenharia focadas em resolver problemas na área de saúde. Todas essas pequenas empresas precisam muito dos profissionais que formamos. Repito, se houver foco da Instituição em IoT teremos alunos já contratados como engenheiros nessas empresas pois o mercado de IoT é gigante. As principais projeções são de trilhões de dólares para até 2023 com impactos já de bilhões de dólares ainda neste de 2018. Se um aluno nosso não trabalhar com essa tecnologia, ele será usuário. Cabe a nós escolher qual lado ficar.

 

  • Alguma curiosidade/fato curioso a ser acrescentado?

Elyr Teixeira:   A viagem foi um prêmio dado pela Qualcomm sobre um projeto de IoT (Internet das Coisas) e Wearable Devices que ganhei em novembro de 2017. Na mesma época a Qualcomm tinha sido sondada pela gigante Broadcom para ser comprada por esta por 103 bilhões de dólares. Enquanto escrevo esse artigo ela está sendo negociada a um novo preço de compra de 121 bilhões de dólares (aproximadamente 411,40 bilhões de reais). Se consideramos que o valor de mercado da Petrobrás no mês passado foi de 273 bilhões de reais (segundo o Estadão: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,valor-de-mercado-da-petrobras-volta-a-superar-patrimonio-liquido,70002167384) só a Qualcomm vale 50% a mais que a maior empresa do Brasil, com o “agravante” que a Qualcomm é “só” mais uma empresa americana. Essa matemática simplista demonstra o quanto ainda o Brasil carece de tecnologia. E quem faz essas tecnologias são nossos os profissionais. No caso concreto, me refiro majoritariamente aos engenheiros. Se formamos bons engenheiros, teremos chance de ter boas empresas. As quais, geram riqueza e conhecimento para a sociedade onde estão. E esses futuros engenheiros passam pelas “nossas mãos”.

Aos professores e pesquisadores da Adtalem que desejarem trabalhar com esta tecnologia (IoT), me procurem. Vamos trabalhar juntos!

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